quinta-feira, 29 de maio de 2014

Sobre Oz e O Filho da Bruxa


Não sei se vocês sabem que eu tenho uma leve obsessão por tudo o que é relacionado a O Mágico de Oz. Pelo filme, livro (ou melhor, série de livros: são 13 escritos pelo L. Frank Baum), musical (que inclusive assisti à montagem brasileira ano passado, em SP), por séries/filmes baseados na obra, referências em filmes, seriados, músicas, enfim, em tudo que aparecer na minha frente e eu conseguir reconhecer. (Até uma sapatilha vermelha toda no glitter eu tenho pra dizer que é o sapatinho de rubi da Dorothy... Digo novamente, LEVE obsessão.)

Enfim...
Uns anos atrás tomei conhecimento de Maligna. Não me lembro exatamente se ouvi falar primeiro do livro (escrito por Gregory Maguire) ou do musical da Broadway (que no elenco original tinha a Elsa Idina Menzel como Elphaba, a Bruxa Má do Oeste e a Kristin Chenoweth como Glinda). 
Something has changed within me,
something is not the same...
(8)
De qualquer forma, comprei o livro e apenas me apaixonei pela história. Gregory Maguire escreveu o "direito de resposta" da bruxa verde malvada. Toda a história de sua vida desde que era um bebezinho verde até morrer vítima de um balde d'água. (não é spoiler, nem venha brigar comigo)

Recentemente, terminei de ler O Filho da Bruxa, a continuação de Maligna. Passamos o livro todo dividindo com Liir uma dúvida: ele é ou não filho de Elphaba? Vemos como ele se vira depois da morte da bruxa, como ele busca sentido pra vida dele. O governo do Mágico caiu, Dorothy foi embora, Glinda não governa, a Cidade das Esmeraldas cria estratégias de guerra, um novo autoproclamado apóstolo do Deus Inominável toma o poder, como os outros povos de Oz lidam com esses novos acontecimentos,
Não vou entrar muito em detalhes, apenas recomendarei fortemente a leitura dos dois livros, porque é simplesmente sensacional a forma como Maguire pega o original de Baum e cria toda uma sociedade política e moral. Achei que no final do livro faltaram algumas respostas quanto a determinadas coisas da trama, mas a última linha escrita me desarmou completamente de qualquer crítica em relação a isso. 
No total são quatro livros nessa série sobre a vida e a época da Bruxa Malvada do Oeste. Além de maligna e O Filho da Bruxa, A Lion Among Men (sobre o passado do Leão Covarde) e Out of Oz. Acho que esses ainda não têm versões traduzidas. 

<3






sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Blá, blá e blá


Feliz 2014 (um pouco atrasada!). Vou resumir as coisas legais do mês de janeiro e do começo de fevereiro.

Sobre livros:
1. Daí que eu não resisti e comecei a ler As Crônicas de Gelo e Fogo. Já li A Guerra dos Tronos e A Fúria dos Reis. É, como eu suspeitava, daquele tipo de livro que suga sua vida e você nunca tem vontade de parar. É absurdo o nível de envolvimento com os personagens, um dia estava à toa e de repente virei para as pessoas da minha casa e disse: vou ler porque estou preocupada com a Arya.
Não vou ficar falando do enredo porque, enfim, boring, todo mundo sabe e eu não tenho nada novo a acrescentar. Só preciso dizer que mudei muito de opinião sobre a maioria do personagens. Conhecê-los melhor me fez julgá-los menos. Com exceção de um ou outro que vou odiar para sempre. No mais, espero que os deuses, antigos e novos, guardem bem a vida do George R. R. Martin para que ele possa publicar os livros que faltam à série.

Um comentário adendo: comprei a caixa de edição de colecionador. Eles são versão pocket, porém com mil páginas ou mais, folha fininha e fica difícil manusear se você está lendo em pé no metrô lotado oi?quem fiz isso? E a capa estraga meio fácil, então encapei com papel contact e ficou que nem minha cara. Daí você pensa que vai demorar um mês para terminar, mas não demora nem um quarto desse tempo.

2. Li um livro lindo do Ray Bradbury, Licor de Dente-de-leão. Segundo a resenha de contracapa, o livro é poesia em forma de prosa. E é. É sobre a infância autobiográfica de um menino de 12 anos em um verão numa cidadezinha de Illinois, sobre seus acontecimentos e trivialidades, e sobre suas pessoas. Lindo. É Bradbury <3

3. Comecei a ler The Walking Dead: A Queda do Governador - Parte 1. Vocês sabem que adoro essas porcarias de zumbi. E o mais legal desse livro e do próximo - e último - é que a história vai de encontro com os acontecimentos da HQ. Leitura rápida de um livro curto demais.

Sobre filmes/música:
Assisti, com muito atraso em relação às pessoas normais, Frozen - uma aventura congelante. E me apaixonei perdidamente e chorei até morrer. Trilha sonora na cabeça e tudo o mais. Um dos filmes mais legais da Disney, sério. Um mensagem muito boa para se passar nos dias de hoje. Me vejo um pouco na Elsa em relação ao alívio que ela tem ao ficar sozinha, e na Anna... porque ela é estabanada e doida. hahaha

*cantando Let it Go mentalmente*

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Top 5 Livros do Ano

Não consegui bater meu número de 2012. Em 2013 foram 30 livros lidos, contra os 32 do ano passado #grandediferença,nossa #chatiada  Como comecei a ler um livro de 1200 páginas, acho que não o termino até dia 31, então já posso falar dos livros de 2013.
Este ano, li um dos livros mais lindos da vida, me apaixonei pelas obras de um escritor, li coisas chatas daquelas que você só termina por uma questão de honra. Fazer o top 5 foi difícil. Na verdade, nem todos que aparecem na lista receberam 5 estrelinhas, mas pelo menos tinham algum aspecto mais legal que os outros para estarem aqui. 


Top 5

O Sol é Para Todos (Harper Lee)
É o citado acima como um dos mais lindos da vida. Eu queria dar um abraço na Harper Lee. A grandiosidade do livro é visão do mundo da Scout, sua inocência, sua lógica. Fala sobre caráter, preconceito (década de 1930 nos EUA, julgamento de um negro. Reflita). Emociona chorei como uma criancinha, gera reflexões. POR FAVOR, LEIAM ESSE LIVRO. Grata.
"Lembre-se que é pecado matar um sabiá."
Entendedores entenderão.

As Crônicas Marcianas (Ray Bradbury)
Racismo. A destruição da qual o ser humano é capaz. Uma necessidade louca de explorar um lugar novo, para em questão de pouco tempo devastar tudo. Críticas à sociedade. E ainda uma crônica inteira recheada de referências a Edgar Allan Poe. Isso é Bradbury, isso é amor.

Morte Súbita (J. K. Rowling)
Está aparecendo na lista por ser Rowling? Pode ser. A verdade é que o livro é bom, a história é boa, mas peca por ter detalhes até demais. Muitíssimos personagens, muitos desdobramentos da história. Só que mesmo com tantos personagens, não me apeguei a nenhum, um monte de adolescente chato e uns adultos mais chatos ainda haha. A crítica social do livro é fantástica.
Mas o que eu mais gostei foi da mudança brusca da escrita, do tema da J.K. Ri muito da mente pequena das pessoas ao ver isso aqui. (Expectativas diferentes: Muito diferente da série Harry Potter). Ah, me poupem. Um escritor precisa mesmo passar o resto da vida preso a uma história/personagem, só porque foi um fenômeno literário/comercial? 

O Caminho Jedi (Daniel Wallace)
Na lista por motivos de: o fandom dentro de mim enlouqueceu. Um livro para fãs curiosos acerca do universo Star Wars. Artisticamente lindo. E acabou de ser lançada a tradução para o português.

O Estranho Caso do Cachorro Morto (Mark Haddon)
O narrador é Christopher, um garoto de 15 anos, que mesmo sem haver uma explicação expressa, dá para notar nele características da síndrome de Asperger, um tipo de autismo. Ele escreve uma espécie de romance policial que investiga a morte do cachorro Wellington, que pertencia a sua vizinha. É fantástico como o autor apresenta a visão de mundo do Christopher, seu comportamento diante da família, escola e pessoas desconhecidas, suas rotinas. Pessoas insensíveis acharão o livro chato (li resenhas assim, as pessoas simplesmente não entenderam o que estava acontecendo ali). 


Menção honrosa
Divergente e Insurgente (Veronica Roth)
Primeiro deixa eu falar que não aguento aquela história de as pessoas terem a mania de comparar tudo, no sentido de sair uma obra nova e já tacharem de "o novo alguma coisa". Tem o novo Harry Potter, o novo Senhor dos Anéis, o novo isso, o novo aquilo. Com Divergente, o povo diz que é o novo Jogos Vorazes. Parem. Parem de comparar as distopias todas. Sim, acho muito boa a ideia da Veronica Roth, mas não, não acho que a execução seja tão boa assim. Mas eu curti, de qualquer forma. Tem aquela coisa louca de te prender até o fim, nem que seja só para xingar a Tris (não gosto dela, risos). O fundo sociológico da coisa é bem legal, a divisão das pessoas por facções e a manipulação das massas, até o próprio ambiente, a Chicago toda detonada, com o lago que virou lama, os edifícios abandonados e as cercas na cidade. 
A tradução de Convergente, o final da trilogia, sai no Brasil em 2014. Dizem por aí que foi uma grandiosa decepção. Estamos no aguardo.

Bem, minha estante aguarda por 2014.
Feliz ano novo de leituras novas :D

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A reflexão social de Thoreau

Não dá para negar a grandeza de Walden ou a vida nos bosques, do americano Henry David Thoreau. O livro é o relato da experiência de Thoreau, que morou sozinho no meio do nada, às margens do lago Walden, no estado de Massachusetts, EUA. Ele construiu sua própria casa lá, os móveis, plantou sua comida. Foi viver da ~natureza selvagem~. 

Fui para os bosques viver de livre vontade,
Para sugar todo o tutano da vida…
Para aniquilar tudo o que não era vida,
E para, quando morrer, não descobrir que não vivi!

É um manifesto contra a vida moderna. Ele critica tudo da sociedade capitalista, basicamente. Sabe quando você está lá reclamando da vida, de trabalhar, de pegar trânsito, de pagar caro em moradia, comida, etc? Vá ler Thoreau e verá que você não reclama tanto. (Digo isso no sentido de que ele já observava essas coisas em pleno ano de 1854).
Já vou avisando que não é aquela leitura leve e descompromissada. Ele pega pesado, é quase uma coisa teórica. Houve momentos em que eu me entediava prontofalei. Mas não dá pra abandonar, nem que seja pela curiosidade de saber o que aconteceu com esse louco que isolou do mundo.
Ele discorre sobre tudo referente à vida ali às margens do lago. Os animais, os barulhos dos animais, as árvores, o gelo no inverno, o degelo na primavera, caça, pesca, as pessoas que o visitam, as pessoas que ele visita, suas leituras, a solidão.
Minha motivação para ler Walden foi sua citação no livro/filme Na natureza Selvagem, que eu li/assisti e quis matar o Chris McCandless e/ou morrer junto dele. A experiência do Thoreau foi umas das inspirações para o Chris cair na estrada e "aprender a viver". Não deu tão certo quanto deu para o menino Henry David (até porque ele teve um pitada a mais de juízo, ao meu ver. Ele estava "longe da sociedade" por assim dizer, mas a alguns quilômetros de distância havia gente para acudir em qualquer emergência. Tipo ingestão de frutos venenosos. É. #chora). 
Thoreau se isolou, mas não completamente. Acho que a motivação maior dele era provar que dava para viver da terra, sem precisar se preocupar com lucro, com essa loucura toda que é a vida hoje. Ele se virou com pouco para começar sua estadia ali e precisava de pouco para viver. E foi feliz assim. Quando precisava se esquentar, ele pegava lenha na floresta. Quando queria companhia, ia à cidade conversar. Acolhia a todos que chegavam em sua morada. Mas tinha seu tempo para si e acho que era disso que ele mais gostava. Imagino como foi difícil para ele voltar à cidade. Voltar à hipocrisia, à super valorização de coisas que, no fim, não são importantes e que ele tanto desprezava.

As coisas não mudam; mudamos nós. 

sábado, 14 de setembro de 2013

Rock in Rio, Pop in Rio, Axé in Rio... Música in Rio

Muita gente reclama do Rock in Rio por ter atrações que não são ~exatamente~ rock. Gente, faz favor, para pra pensar o que vcs já sabem: rock não dá tanto ibope. Odeio isso tanto quando vcs, mas é fato. Vcs estão ouvindo badalação quanto ao Monsters of Rock, que vai acontecer mês que vem em SP? Nem o Lollapalooza tem tanto espaço na mídia. A própria Roberta Medina já disse, em 2011 "O rock não é a música, é o espírito construtivo, otimista, empreendedor". 

Claro que eu também preferiria ver só rock, mas encaremos: é um evento com o dedinho da globo, vcs acham que faria sentido eles lotarem de coisas que não vendem? Além do mais, "Rock in Rio" é uma marca, senão seria Rock in Lisboa e Rock in Madrid. 

Nas primeiras edições, as atrações de rock eram bem mais presentes, mas... Não podemos nem comparar a cena rock dos anos 80 com a de hoje em dia (não estou falando que hoje não há bandas de rock, porque eu estaria jogando pelo ralo tudo o que eu escuto e tanto gosto). Vou pegar um exemplo da última edição: Kate Perry. Uma pop star, que na minha opinião manda muito mal ao vivo, mas tem aquele show super colorido, é uma superprodução. E é isso que esgota não-sei-quantos-mil ingressos em algumas horas. 

"É um evento de massa, não é um evento de nicho". Aí é que está a maior verdade da coisa. No máximo, eles fazem um dia de atrações que seguem mais ou menos a mesma linha (falei até brincando com meu irmão agorinha: "hoje é a noite lollapalooza do RiR"). Abre com a programação mega pop, coloca a Beyoncé como headliner, coloca a Ivete que hoje em dia não é apenas vista como cantora de axé, o David Guetta pra botar o povo pra dançar... é tão errado assim? Agora semana que vem eu quero ver qual vai ser o mimimi, porque se vcs reclamarem de Iron Maiden, Metallica e Bon Jovi tá complicado. O "problema" vai ser o Justin Timberlake, que convenhamos, é um cara talentoso, a Alicia Keys, que é outra diva do vozeirão, a Jessie J, etc... Mas aí vão ter o metaleiros super extremos reclamando de Avenged Sevenfold. Ou os haters falando mal de Nickelback (que by the way, tá numa noite muito legal com Matchbox Twenty, Frejat e claro, Bon Jovi).Vamos aceitar que música é uma coisa muito ampla, e que a gente precisa parar de julgar e ofender as coisas só porque a gente não gosta. 

Estou toda cheia de drama por não estar lá para ver o show do Muse, mas mesmo que eu tivesse tido a chance de comprar ingresso, acho que não teria comprado. Acho a proposta do RiR diferente de outros festivais, não sei exatamente por quê. Estou mais chateada, na verdade, por não ter nenhum outro show do Muse marcado fora do festival, assim como o Iron Maiden que não virá pra Brasília, e pelo show do John Mayer ser em plena quinta-feira em São Paulo... 

Keep calm, stop the hate, listen to what you love and leave the rest alone!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Guerra Mundial Z

Não sei se alguém já percebeu, mas gosto de histórias de zumbis. Tudo começou vendo meu irmão jogando Resident Evil, assistindo muitos filmes ruins, depois veio The Walking Dead (quadrinhos, série e depois os livros), até que cheguei a um cara chamado Max Brooks, que tem alguns livros na temática, entre eles Guerra Mundial Z, que está pop por causa do filme
Já estava atrás do livro há um tempo, mas estava esgotado em quase todo lugar, até ser relançado por causa do lançamento do filme. Não sabia exatamente o tema do livro zumbis, claro, mas mais especificamente, entende?, e não entendia direito a proposta contida no subtítulo do livro, "uma história oral da Guerra dos Zumbis". Mas isso tudo é respondido logo no início da leitura jura?, quando somos apresentados a vários relatos de sobreviventes da guerra contra os zumbis.
Vemos histórias de soldados americanos, russos; chineses que roubam um submarino militar para tentar salvar suas famílias; civis que fogem para o norte em busca de um lugar mais frio - que congela os morto-vivos -; vemos Cuba se tornando uma potência econômica em meia à guerra; gente oportunista lançando placebos como prevenção ao vírus zumbi; gente incrédula, que acha que é tudo sensacionalismo da mídia; gente que acaba com problemas emocionais diversos por causa do estresse dos acontecimentos; um homem cego que sobrevive sozinho aos ataques de zumbis; políticos que não sabem como agir diante da situação do mundo; pessoas que desenvolvem um distúrbio em que agem como zumbis, até mordem outras pessoas, tipo uma Síndrome de Estocolmo; entre muitas, mas MUITAS outras histórias.
Gostei muito do fato de termos relatos de inúmeros países, mostra um pouco do conhecimento geográfico/histórico/cultural/político do autor. Coisas absurdas acontecendo em todos os cantos do mundo, e inclusive o Brasil aparece nesse meio, de uma forma que algumas pessoas certamente acharão extremamente  preconceituosa e caricata a zoeira não tem limites mesmo.
A crítica política e social é muito forte, e isso é uma das coisas que mais gosto em histórias de zumbis: o quanto os zumbis não constituem todo o problema. É preciso lidar com o orgulho, as fraquezas, o despreparo humano. 
Guerra Mundial Z é a continuação do Guia de Sobrevivência a Zumbis. Seguindo a linha do tempo, temos Guia de Sobrevivência a Zumbis: Ataques Registrados (edição em quadrinhos) e O Desfile da Extinção - e outras histórias de zumbis, uma pequena coletânea de contos do pós-apocalipse zumbi.
"Os monstros que ergueram-se dos mortos, eles não são nada comparados aos que carregamos em nossos corações." (Trecho do livro).


Agora sobre o filme.
O filme é bom. Só bom. Mas, para mim, ele foi apenas ligeiramente inspirado no livro. Tem alguns elementos citados meio fora do contexto criado pelo Brooks, que me deixaram meio "yay, tem isso no livro!", mas no fim das contas não fez muito diferença ler o livro antes. 
Vai lá, Brad Jolie, mate os mortos!
Só com o trailer eu já estava incomodada com o fato de terem dado uma família para o personagem principal (ok, eu sei, fórmula de Hollywood para criar afinidade com o público. Blá.). Mas tudo bem, fugiu tanto do livro no andamento da coisa toda que isso nem me incomodou mais. E me desculpem os fãs, mas o Brad Pitt não me convenceu no papel principal, não. Claro que ele seria o herói, isso nem é spoiler de tão óbvio.

Antes que venham falar "mimimi esse tipo de filme tragédia só mostra destruição nos Estados Unidos mimimi", não, não é só isso. Claro que foca muito nos EUA, mas acaba indo para outros países também (o que me deixou feliz como leitora). E também não é um filme de terror. Não espere sangue jorrando e closes em mortes sdds Robert Kirkman.
O filme não dá tanto a noção do terror de estar no meio daquilo tudo, e as pessoas agem muito calmamente, como se soubessem exatamente como agir em situações desse tipo de gravidade (talvez tenham lido o Guia de Sobrevivência a Zumbis, do Max Brooks haha). Gostei da velocidade e determinação dos zumbis. nada daqueles bichos lerdos e rastejantes.
Só que o filme é muito pretensioso. 
E o 3D não traz muita coisa especial.
Mas tem Muse na trilha sonora. s2


quinta-feira, 25 de abril de 2013

O Caminho Jedi

Gente. Pessoas. Queridos. Amorezinhos da minha vida.
Se vocês me conhecem de verdade, sabem que sou obcecada por Star Wars.
Um dia eu estava surtando como sempre na FNAC e encontrei um exemplar do livro “The Jedi Path”. Nunca tinha ouvido falar naquilo, mas precisava dele para ser feliz. Confesso que não foi assim tão barato, mas ele vale a pena. Além do conteúdo, logicamente, mas a arte toda é muito bonita e bem feita, é confeccionado num papel grosso e com as bordas meio que rasgadinhas, para dar o efeito de “coisa velha”.
Parte chata: ainda não existe em versão traduzida para o português. Desenferrujem seu inglês!

Assinaturas dos ex donos do livro
Como já entrega o título, é o guia do treinamento Jedi. Tipo um bushido dos Jedis. A apresentação é escrita por um rapaz chamado Luke Skywalker. Uma cópia do guia acabou caindo nas mãos dele. E acontece que esse exemplar pertenceu a algumas outras pessoas nossas velhas conhecidas (na contracapa tem a assinatura de todos eles, conforme foto ao lado).

Durante todo o livro, têm umas observações, comentários escritos pelos antigos donos. Thame Cerulian (que foi o Mestre do Dooku) me parece um cara muito divertido, o Darth Sidious é muito irônico, Obi-Wan e Qui-Gon eu nem falo nada, adoro os caras, o Anakin é muito reclamão e a Ahsoka muito implicante. Gente, sério, é absurdamente legal.
Por exemplo, em um trecho que fala da importância de não manter relações interpessoais com família, amigos e/ou amores, na margem tem um comentário do Anakin:
“Sinto falta de pessoas fora deste templo e faria qualquer coisa para protegê-las. Isso faz de mim uma má pessoa?”
E logo abaixo, um comentário da Ahsoka:
“Skyguy tem um coração, afinal de contas!”

Em vários momentos, fica claro nos comentários do Anakin toda a agressividade dele, o quanto ele não concorda com as coisas impostas pelos Código Jedi. Acho que tem a ver com o fato de ele ter entrado direto como padawan, se tivesse entrado como iniciante, talvez os Mestres poderiam ter visto com mais clareza – e antecedência – a instabilidade do rapaz.

Como eu disse ali em cima, os comentários do Darth Sidious são sarcásticos e ele sempre frisa a inferioridade da Ordem Jedi e como os Sith são mais organizados e evoluídos. Ele colocou as mãos no livro provavelmente depois das guerras clônicas (a nome dele está antes apenas da assinatura do Luke), então isso aumenta bastante a sagacidade dos comentários deles sobre o que o Anakin chegou a escrever, como por exemplo:


"Mestre Obi-Wan passou desse (teste) matando um Sith em Naboo. Vou matar o segundo."
- Anakin

"E assim você fez, meu previsível e manipulável aprendiz."

- Sidious
Olha o estilo da assinatura do cara!




"Estou trabalhando nisto,
mais como um exercício de controle.
Duvido que vou precisar usar."
- Anakin



A partir de comentários dos personagens e partes dos capítulos, dá pra lembrar de cenas dos filmes e fazer associações com vários acontecimentos. Um exemplo que me deixou muito impressionada foi em um trecho onde são explicadas as diversas formas de luta com sabre de luz, e onde é descrita a luta onde o Jedi utiliza dois sabres, há um comentário do Anakin sobre como ele está treinando a técnica. Na hora eu lembrei da cena no Episódio III, quando ele mata o Conde Dooku fazendo uma espécie de “tesoura” com os dois sabres. 




Nessa parte do livro, que dura três páginas, o texto está todo riscado e do título só dá pra entender uma parte, se você prestar bem atenção: chosen one. E o comentário do Luke:

“Estas páginas já estavam desfiguradas quando o livro chegou a minha posse. Não sei quem tentou suprimir a profecia, mas é bem provável ter sido o Imperador.”

O cara que escreveu tudo isso, um gênio tal de Daniel Wallace obrigada por tudo, amigo, também escreveu o outro lado da coisa: The Book of Sith. Ainda não adquiri uma cópia, mas certamente, em breve o trarei aqui para o blog.
O texto do livro é bem legal para explicar que ser um Jedi não se resume a participar de inúmeras batalhas de sabre de luz e salvar a República dos Sith. Além da carreira de Cavaleiro, tem várias outras que podem ser seguidas se você tiver o talento e aptidão para elas, ou se você simplesmente não tiver os requisitos para ser um bom e útil cavaleiro, como carreiras médicas, na agricultura, na educação e exploração de recursos.
O livro também traz explicações de como fazer seu sabre de luz, explica as técnicas de luta e os tipos de sabre que existem; outros tipo de grupos de utilizam a Força, para o bem e para o mal, animais que tem sensibilidade ao uso da Força também.
Como eu já falei, muitas passagens nos fazem lembrar de coisas dos filmes, mas o autor usa umas referências a várias coisas do universo expandido de SW, e deixa muita coisa no ar, aquela história de "para bom entendedor, meia palavra basta".
Acabou que eu entreguei muitas coisas legais aqui... Mas acreditem, tem muito mais. 
Recomendo fortemente para fãs de Star Wars!


Detalhe do "acabamento" do papel do livro